Sobre a peça:
Império das Luzes é um espetáculo de dança-teatro inspirado no universo onírico do pintor surrealista belga René Magritte. A obra investiga as relações entre corpo e imagem, propondo um olhar inquieto sobre o amor, o feminino, o sensual e a simbologia, em diálogo metafórico com o próprio gesto da criação artística.
O projeto teve início em 2009, a partir da performance interativa Só mais uma sobre amor, criada pela bailarina Elane Fonseca e pelo artista plástico Plínio Renan. Sua pesquisa desenvolveu-se inicialmente no campo das artes plásticas, tomando como ponto de partida a atmosfera densa evocada na tela Os Amantes, de Magritte. A partir dessa imagem, o trabalho expandiu-se para outras obras do pintor e para o universo do Surrealismo — especialmente em sua vertente realista, que desloca objetos cotidianos e tensiona seus significados.
Buscando aprofundar a construção de personagens e imagens, a pesquisa passou a explorar novas corporeidades. Foram então convidados os atores-bailarinos Nataly Rocha e Thiago Pinheiro Braga, ampliando a dimensão cênica e física do espetáculo. As imagens de Magritte foram reelaboradas como matéria coreográfica: de suas atmosferas surgiram movimentos de corpos-arquétipos, como figuras que ganham respiração fora da tela.
A consolidação do espetáculo ocorreu em diálogo com o grupo Aprendizes em Troca, fundado em agosto de 2010 como espaço de encontro entre artistas interessados em treinamento e técnicas corporais. O grupo ocupou espaços culturais de Fortaleza — como o Theatro José de Alencar, o Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno e o Alpendre Casa de Arte, Pesquisa e Produção — e, até sua extinção em 2014, reuniu mais de dez artistas das áreas de dança, teatro, música, fotografia e arquitetura.
Composto por Annalies Borges, Elane Fonseca, João Andrade Joca, Luiz Otávio Queiroz, Nataly Rocha e Thiago Pinheiro Braga, o coletivo priorizava o treinamento sistemático e a pesquisa prática, explorando elementos da Dança Contemporânea, do Kung-fu, do Butoh e dos métodos desenvolvidos por Luiz Otávio Burnier no Lume Teatro. Paralelamente às criações cênicas, realizava oficinas e ações formativas, compartilhando seus processos de investigação.
Foi nesse contexto que Império das Luzes ganhou maturidade formal. A busca por uma poética da imagem — atravessada pelo jogo entre luz, sombra, som e presença — consolidou-se como resultado de um processo coletivo de criação. Mais do que um espetáculo, a obra configura-se como desdobramento de uma pesquisa compartilhada, onde pintura, corpo e luz se atravessam e a cena nasce da experimentação contínua.
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
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Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
Acervo Aprendizes em Troca
FICHA TÉCNICA

Interpretes criadores
Elane Fonseca, Nataly Rocha e Thiago Pinheiro Braga
Produção, figurino, concepção, direção
Elane Fonseca, Nataly Rocha, Plinio Renan e Thiago Pinheiro Braga
Iluminação
Walter Façanha
Trilha sonora
André Barroso
Cenário
Plínio Renan
Projeto gráfico
Diogo Braga
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