Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Sobre o filme:
Fortaleza, Ceará. A adolescente Rânia (Graziela Felix) passa seus dias entre a escola municipal, os afazeres domésticos e o trabalho em uma barraca. Seu grande sonho, no entanto, é se tornar dançarina. Com sua melhor amiga, Zizi (Nataly Rocha), Rânia descobre o Sereia da Noite, regado a festas e orgias, e passa a ganhar dinheiro na vida noturna. Quando conhece a coreógrafa Estela (Mariana Lima), a garota tem a grande chance de enfim se tornar dançarina profissional, mas, para isso, precisa enfrentar a intransigência dos pais.
É nesse território de passagem entre a adolescência e a vida adulta, entre o sonho e a urgência da sobrevivência, que surge Zizi — personagem que marca a estreia de Nataly Rocha no cinema. No longa-metragem Rânia, dirigido por Roberta Marques, Zizi não ocupa apenas o lugar da melhor amiga, mas funciona como um eixo narrativo fundamental: é ela quem conduz Rânia ao universo da noite, mediando o contato com a boemia, o trabalho informal e os códigos de sedução que atravessam a cidade.
Essa posição confere à personagem uma ambiguidade decisiva. Zizi é, ao mesmo tempo, presença afetiva e força de risco; cuidado e vertigem; promessa de autonomia e prenúncio de perda. Por meio dela, o filme tensiona a ideia de escolha e revela como os caminhos disponíveis para jovens mulheres, em um contexto urbano desigual, são atravessados por atalhos sedutores, mas também por formas sutis de exploração. A amizade, nesse sentido, aparece como espaço de solidariedade, mas também de exposição.
Para Nataly Rocha, Rânia representa um ponto de inflexão em sua trajetória artística. Filmado quando a atriz tinha 23 anos e lançado no Festival do Rio, aos 25, o longa — vencedor do Troféu Redentor de Melhor Filme na mostra Novos Rumos — inaugura sua presença no cinema com uma personagem densa, já atravessada por temas que se tornariam recorrentes em sua carreira: o corpo feminino como território de disputa, a cidade como instância formadora e conflitiva, e personagens que habitam zonas de transição, entre desejo, precariedade e afirmação de si.
Além de seu impacto na trajetória da atriz, Rânia ocupa um lugar singular na história do cinema brasileiro: é reconhecido como o primeiro longa-metragem de ficção inteiramente rodado em Fortaleza a estrear nacionalmente nos cinemas comerciais, inscrevendo a cidade não apenas como cenário, mas como força narrativa.
Cartaz Oficial de Rânia
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul
Fotografia: Heloísa Passos | Produtora: Latitude Sul