Produtora: Alumbramento
Produtora: Alumbramento
Sobre o filme:
No longa-metragem Medo do Escuro, dirigido por Ivo Lopes Araújo, Nataly Rocha integra o elenco e também assina a preparação de elenco, ampliando sua participação para além da atuação em cena. O filme acompanha um homem que vaga por uma cidade rarefeita, apresentando uma Fortaleza reinventada como paisagem distópica, distante do imaginário turístico e solar frequentemente associado à cidade. Ruas esvaziadas, ruínas urbanas e espaços familiares convertidos em territórios de estranhamento compõem uma mise-en-scène que transforma o espaço urbano em campo de suspensão e fabulação, aproximando-o de uma ficção especulativa de forte dimensão sensorial. Ao expandir o repertório simbólico da cidade no cinema brasileiro, a obra insere-se de modo coerente na trajetória da Alumbramento, reafirmando a identidade do coletivo cearense — hoje extinto — como espaço de radicalização formal, trabalho colaborativo e construção de linguagem.
Nesse universo, em que a narrativa tradicional cede lugar a uma experiência sensorial, performática e fragmentada, a presença dos corpos torna-se elemento estruturante do filme. É nesse contexto que Nataly participa da criação coletiva como uma personagem sem nome — assim como os demais — identificada no roteiro como “Garota”. Sua atuação dialoga diretamente com esse cenário de desolação e deslocamento, contribuindo para a textura afetiva da obra ao emergir entre figuras que transitam entre o real e o imaginário, reforçando a atmosfera de ambiguidade e inquietação que atravessa o longa.
O elenco se move em um registro que privilegia o estado, a permanência e a intensidade silenciosa — qualidades que atravessam também sua própria performance. Na composição da personagem, Nataly inspira-se na técnica e nos treinamentos físico-energéticos desenvolvidos pelo Lume Teatro - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp, incorporando uma corporalidade atenta à energia interna, à presença expandida e à precisão do gesto. Sua atuação pode ser compreendida, assim, como um trabalho em que a construção corporal — postura, olhar, respiração e deslocamentos no espaço — assume papel central na elaboração de sentido em um mundo ficcional fragmentado. Nessa lógica, a personagem sem nome não se limita a uma função narrativa tradicional, mas opera como uma voz silenciosa da paisagem emocional do filme, cuja relação com os demais personagens e com o ambiente pós-apocalíptico amplia a experiência sensorial do espectador.
Ao longo de sua trajetória, Nataly Rocha tem transitado entre diferentes funções no audiovisual, afirmando-se como artista que compreende a atuação como prática relacional. Em Medo do Escuro, essa dimensão se evidencia de modo particular: sua personagem integra uma paisagem sensível mais ampla, enquanto seu trabalho nos bastidores contribui para sustentar o registro performativo do conjunto. Essa dupla atuação — diante e atrás da câmera — consolida um aspecto central de seu percurso artístico: o compromisso com processos coletivos de criação e com a construção de uma presença cênica que ultrapassa a individualidade do papel.
Cartaz Oficial de Medo do Escuro
Exibição com Trilha ao vivo de Medo do Escuro
Exibição com Trilha ao vivo de Medo do Escuro
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Foto: Linga Acácio | Produtora: Alumbramento
Fotografia: Victor de Melo | Produtora: Alumbramento
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